Alegre Corrêa é um guitarrista premiado com o GRAMMY que combina quase cinco décadas de performances aclamadas no cenário mundial com um profundo compromisso de preservar e promover a música de seu país de origem.

 

Totalmente autodidata, Corrêa iniciou sua carreira em 1973, aos 13 anos, tocando violão em bandas de baile. Nas duas décadas seguintes, ele formou uma série de grupos com músicos brasileiros proeminentes, incluindo o acordeonista Luiz Carlos Borges e o saxofonista/flautista Letieres Leite.

 

O primeiro grande reconhecimento de Corrêa veio com sua vitória no festival FAMPOP de 1987 em Avaré, Brasil, onde foi reconhecido por sua composição “Terça-feira”. Seguiu-se uma série de álbuns de sucesso e apresentações de alto nível, incluindo sua estreia solo, “Infância”, em 1993 e várias colaborações como a do lendário multi-instrumentista brasileiro Hermeto Pascoal. 1993 também marcou o início de uma longa associação com o renomado pianista, compositor e maestro austríaco Mathias Rüegg, que apoiou a produção de “Infância” e mais tarde convidou Corrêa para integrar sua Orquestra de Arte de Viena. Corrêa se apresentaria com o VAO, um dos grupos mais famosos do jazz europeu, em sua marcante gravação ao vivo de 2000, “All That Strauss”.

Corrêa ganhou destaque no início dos anos 2000, tanto como artista solo quanto em projetos com diversos músicos brasileiros e internacionais. Ele recebeu o prêmio austríaco Hans Koller Preis duas vezes, uma em 2002 como Melhor Álbum do Ano (por “Mauve”) e novamente em 2003 como Músico do Ano. Em 2003, ele e seu grupo se apresentaram na Ópera de Viena dividindo a noite com o pioneiro da bossa nova João Gilberto, como parte do Jazz Fest Wien, e receberam uma homenagem especial da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, Brasil.

 

Depois de ingressar no grupo do ícone do jazz fusion Joe Zawinul – o Zawinul Syndicate – em 2005, Corrêa se estabeleceu como uma figura importante no cenário internacional do jazz, gravando e viajando com Zawinul para apresentações nos Estados Unidos, Grécia, Itália, Lituânia, Estônia, Hungria, Dubai, Suíça, Alemanha, Japão, Suécia, Coreia do Sul, Áustria e Canadá, entre outras localidades. Além de contribuir com seu som característico de guitarra, Corrêa também mostrou suas habilidades na percussão e no berimbau afro-brasileiro. Ele compartilhou a vitória do Zawinul Syndicate em 2009 no GRAMMY Award de Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo por seu trabalho de 2008, “75” – o último de Zawinul antes de sua morte.

 

Corrêa alavancou sua carreira como um dos músicos mais dinâmicos e sincréticos que trabalham hoje para promover e apoiar a música e a cultura brasileira, incluindo jovens artistas brasileiros. Nos últimos anos, ele montou um estúdio de gravação dedicado a auxiliar no desenvolvimento da música brasileira e trabalhar com estrelas em ascensão como a vocalista Denise Fontoura, o compositor François Muleka, o tecladista Fagner Wesley e o harmonicista Gabriel Grossi, para citar alguns. Em 2014, ele dedicou grande parte do ano à curadoria e produção do Festival inaugural Sonora da Ilha na cidade brasileira de Florianópolis e muitos eventos no Club 55. Sua prodigiosa produção gravada e performática ajudou a propagar o patrimônio cultural brasileiro no mundo todo.

 

​Corrêa também contribui para o Dia Internacional do Jazz, ampliando seu compromisso de causar um impacto positivo por meio de sua música. A partir de 2019, ele ajudou a divulgar a mensagem do Dia Internacional do Jazz gravando vídeos para vários eventos especiais do Dia do Jazz Lusófono em todo o mundo. Ele também trouxe o Jazz Day para falantes de português em todo o mundo com um vídeo sobre a importância do Jazz Day e sua mensagem de paz global. Mais recentemente, Corrêa participou de uma incrível versão virtual de “Café Oran”, liderada pelo baixista/vocalista senegalês Alune Wade e apresentando um anfitrião internacional de artistas, para o International Jazz Day 2021 All-Star Global Concert.

 

Hoje, Corrêa continua tocando e gravando com seu grupo europeu, o Alegre Corrêa Sextet, atualmente formado pelo baixista/vocalista Alune Wade (Senegal), saxofonista Gerald Preinfalk (Áustria), tecladista Fagner Wesley (Brasil), baterista Matheus Jardim (Brasil) e o harmonicista Bertl Mayer (Áustria). Atualmente está produzindo e gravando um novo álbum ao lado dos renomados músicos brasileiros Michael Pipoquinha (baixo), Serginho Machado (bateria), Jota P (sax/flauta), Gabriel Grossi (gaita), Eduardo Farias (piano/arranjos) e Gabriel Vieira. (violino) intitulado Nascidos para Resistir, com lançamento previsto para 2022.