No IMERSOS tem-se a criação como consequência do íntimo, do convívio intenso entre criadores de diversas linhas, linguagens e lugares, colocando o processo e a convivência como protagonistas. A abertura de um espaço-tempo para a interferência dos diferentes, o entendimento do sentido de comunidade e coletividade para, então, chegar ao entendimento dos processos criativos individuais e sua transformação em processos coletivos, sem ideias pré-concebidas ou hierarquizadas.

A ideia completa consiste em convidar músicos (misturando formação popular com formação erudita), escritores/poetas, artistas gráficos, diretores de cinema e jornalistas para conviver intensamente durante 3 dias. Intensificando as trocas, tomando café, cozinhando, criando e organizando sua vida diária nesse convívio, tendo a música como linha condutora e Alegre Corrêa (músico, compositor, diretor musical) como elo e mediador desses processos. Dessa forma, a música vai se desenvolvendo e expondo questões a serem resolvidas pelo grupo, no desafio das múltiplas linguagens em contato. Sendo que, quanto mais tempo o grupo passa junto, mais fácil é a resolução desses problemas e mais intensa e profusa é a criação. 

 

Uma casa de família, de artistas, um local particular que se transforma de múltiplas formas: em estúdio musical, em espaço para saraus, concertos, oficinas, criação, convivência e pensamento. Assim é essa casa, chamada de “Clube 55”, que fica em uma alameda sem saída no bairro Campeche, em Florianópolis – Santa Catarina. Foi nesse espaço, em conversa com muitas pessoas, que surgiu a ideia do projeto “IMERSOS”.